"Sou um caderno. O meu dono chama-se Pedro.
Estou sempre amontoado.
Quando vou para casa do meu dono fico horas na mochila.
Tambem sou o mais pesado, o maior e o mais escrito.
Quando olho para o lado vejo os outros cadernos limpos e arrumados, mas há outros piores do que eu.
Quando escreve à pressa tem uma letra muito feia e quando escreve devagar tem uma letra mais gira.
Eu gostava de perguntar ao meu dono se me podia organizar, mas ele nunca me ouve, esta sempre a brincar.
Tenho tantas disciplinas em cima de mim não admira que eu seja o mais gordo e o maior de todos.
Tenho que estar sempre presente na aula, ainda bem que ele não se esqueçe de mim.
Gostava tanto que o meu dono me arrumasse todas as semanas, mas ele é um preguiçoso, só me abre em casa para fazer os trabalhos.
Gostava tanto que tivesse um dono mais responsável, mais limpinho, mais organizado, me visse as coisas todas as semanas, que fizesse as letras mais bonitas, que tivesse sempre a ler-me as coisas que deram na aula anterior, que nao me riscasse, etc.
Era tão bom ter outro dono, eu seria tão feliz, eu adorava, mas não posso ter, fui escolhido para ele.
Gostava que me trocasse por outro mais limpinho e fosse mais responsável comigo.
Seria muito bom se ele soubesse a minha linguagem mas eu sou um caderno e ele é um humano.
É por isso que não nos entendemos bem.
É assim a minha vida cheia de gatafunhos.
Tentem resolver o meu problema."
Autor: Pedro no 5º ano
Não modificado o texto.
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Esqueçer
segunda-feira, 17 de maio de 2010
sábado, 15 de maio de 2010
domingo, 18 de abril de 2010
sexta-feira, 16 de abril de 2010
Irmao
Um espaço pendente, ferido, dorido mas ainda com esperança que aquele pedaço seja novamente preenchido.
Porque uma simples pessoa que esta a centimetros de ser tirada ao mundo, faz com que a minha vida fique de pantanas.
Todos os dias me diz "olá", mas como garantido não lhe digo nada e agora que esta numa cama com tubos à volta do pescoço, parece ser sufocado pela dor, não se atreve sequer a dizer alguma palavra.
Chego-me à cama com medo que as mãos que nela estao estejam gelidas, palidas e sem vida. Pergunto-me no que estará a pensar, ou se simplesmente estará num sonho porfundo ao qual lhe chamam coma.
A minha mãe já não come desde o acidente, por este andar ficara como ele.
As lagrimas de quem nunca vi chorar, fazem me agora medo, de perde-lo. Sei que o meu Pai nunca me quis meter medo.
No meio da confusão causada por uma ridicula bicicleta fico perdida e ignorada. Finalmente acorda do sono de semanas e o espaço preenche-se um pouco mas volta a ficar vazio quando me dizem que ele nao sabe quem sou e afirma que a culpa é minha por ele estar ali.
Levamo-o para casa e é como se tivesse 5 anos, não sabe como se faz nada.
Uma luz acende-se e de repente lembra-se de tudo menos de 3 semanas que foram apagadas da sua memoria como flashbaks repentinos.
Sustos da vida que fazem com que aprendamos a dar algum valor ao que é nosso por direito. =P
Porque uma simples pessoa que esta a centimetros de ser tirada ao mundo, faz com que a minha vida fique de pantanas.
Todos os dias me diz "olá", mas como garantido não lhe digo nada e agora que esta numa cama com tubos à volta do pescoço, parece ser sufocado pela dor, não se atreve sequer a dizer alguma palavra.
Chego-me à cama com medo que as mãos que nela estao estejam gelidas, palidas e sem vida. Pergunto-me no que estará a pensar, ou se simplesmente estará num sonho porfundo ao qual lhe chamam coma.
A minha mãe já não come desde o acidente, por este andar ficara como ele.
As lagrimas de quem nunca vi chorar, fazem me agora medo, de perde-lo. Sei que o meu Pai nunca me quis meter medo.
No meio da confusão causada por uma ridicula bicicleta fico perdida e ignorada. Finalmente acorda do sono de semanas e o espaço preenche-se um pouco mas volta a ficar vazio quando me dizem que ele nao sabe quem sou e afirma que a culpa é minha por ele estar ali.
Levamo-o para casa e é como se tivesse 5 anos, não sabe como se faz nada.
Uma luz acende-se e de repente lembra-se de tudo menos de 3 semanas que foram apagadas da sua memoria como flashbaks repentinos.
Sustos da vida que fazem com que aprendamos a dar algum valor ao que é nosso por direito. =P
quarta-feira, 14 de abril de 2010
O poema Cresce...
O poema cresce à medida que as palavras surgem.
O desenrolar do poema é um vicio constante, não se abranda, não se apressa e no entanto não o podemos deixar ficar parado.
Poemas, uma palavra doce para descrever um completo labirinto de sentimentos revelados pelo sujeito poético.
Uma arte, uma literatura predominante na Terra de "Alexandre, o Grande", trazida e preservada até os dias de hoje.
É uma arte dificil de aprender e nem todos conseguem, escolher suaves palavras, combiná-las com violentas frases e dolorosos sentimentos.
A compreensão de um poema e a sua leitura tomam diferentes formas e imagens ao passar de olhos em olhos. As mensagens colocadas pelo autor num poema sem sempre são claras, ele brinca e modifica a sua base de trabalho, como um pintor que mistura as suas tintas.... o poeta mistura as palavras.
O poema cresce à medida que as palavras surgem.
O desenrolar do poema é um vicio constante, não se abranda, não se apressa e no entanto não o podemos deixar ficar parado.
Poemas, uma palavra doce para descrever um completo labirinto de sentimentos revelados pelo sujeito poético.
Uma arte, uma literatura predominante na Terra de "Alexandre, o Grande", trazida e preservada até os dias de hoje.
É uma arte dificil de aprender e nem todos conseguem, escolher suaves palavras, combiná-las com violentas frases e dolorosos sentimentos.
A compreensão de um poema e a sua leitura tomam diferentes formas e imagens ao passar de olhos em olhos. As mensagens colocadas pelo autor num poema sem sempre são claras, ele brinca e modifica a sua base de trabalho, como um pintor que mistura as suas tintas.... o poeta mistura as palavras.
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